sábado, 10 de janeiro de 2026

Rio Grande do Norte registra 37,53% de armazenamento hídrico

Foto: Reprodução

As reservas hídricas superficiais do Rio Grande do Norte acumulam 37,53% da capacidade total, segundo atualização do Relatório dos Volumes dos Principais Reservatórios do Estado, divulgada nesta terça-feira (07) pelo Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (IGARN). 

O monitoramento acompanha 69 reservatórios responsáveis pela segurança hídrica da população potiguar.

De acordo com os dados, o volume total armazenado é de 1.986.003.526 de metros cúbicos, frente a uma capacidade total de 5.291.480.649 de metros cúbicos. O cenário é considerado de atenção, característico do período seco, e exige uso racional da água e acompanhamento permanente.

Entre os principais mananciais, a Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior do estado, acumula 1.058.527.347 m³, correspondentes a 44,61% da capacidade. A Barragem Oiticica, em Jucurutu, está com, 110.119.785 m³, equivalentes a 14,83%; a Barragem Santa Cruz do Apodi com 329.233.595 m³,  54,90%; o Reservatório Umari, em Upanema, está com 153.143.318 m³, percentualmente 52,30%; e o Reservatório Poço Branco (João Batista do Rego) com 72.605.706 m³, correspondentes a  53,39% da sua capacidade total.

O relatório do IGARN aponta ainda que 20 reservatórios encontram-se em situação crítica, com volumes inferiores a 10% da capacidade total. Estão nesse cenário os açudes, Itans (Caicó), com 0,00%; Lulu Pinto (Luís Gomes), com 0,01%; Passagem das Traíras (São José do Seridó), com 0,03%; Brejo (Olho-d’Água do Borges), com 0,29%; Jesus Maria José (Tenente Ananias), com 0,33%; Esguicho (Ouro Branco), com 0,60%; Mundo Novo (Caicó), com 0,78%; Sabugi (São João do Sabugi), com 1,03%; Carnaúba (São João do Sabugi), com 1,84%; Tourão (Patu), com 2,46%; São Gonçalo (São Francisco do Oeste), com 2,57%; Gangorra (Rafael Fernandes), com 3,50%; Apanha Peixe (Caraúbas), com 5,33%; Inspetoria (Umarizal), com 5,52%; 25 de Março (Pau dos Ferros), com 5,52%; Bonito II (São Miguel), com 5,80%; Japi II (São José do Campestre), com 7,26%; Dinamarca (Serra Negra do Norte), com 8,30%; Boqueirão de Parelhas – Ministro João Alves (Parelhas), com 9,30%; e Zangarelhas (Jardim do Seridó), com 9,32%.

Apesar de alguns reservatórios estratégicos apresentarem volumes acima de 50%, o quadro geral reforça a necessidade de uso responsável da água, do monitoramento permanente dos mananciais e do planejamento integrado entre os órgãos gestores, comitês de bacias e municípios, priorizando o abastecimento humano.

O monitoramento dos reservatórios é realizado de forma contínua pelo IGARN e os dados atualizados podem ser acompanhados por meio dos boletins oficiais divulgados pelo Instituto.

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