quarta-feira, 8 de abril de 2026

Saúde: casos de conjuntivite crescem no país. Confira sintomas e como evitar

Foto: Reprodução

Olhos vermelhos, irritados e lacrimejando são sinais clássicos da conjuntivite, condição caracterizada pela inflamação da conjuntiva, membrana que reveste a parte branca dos olhos e o interior das pálpebras. Embora seja comum e, na maioria das vezes, benigna, a doença pode ter causas distintas e exigir tratamentos diferentes.

O problema pode ocorrer ao longo de todo o ano, mas tende a ser mais frequente em períodos de calor intenso. As altas temperaturas favorecem a proliferação de microrganismos, e a baixa umidade do ar reduz a lubrificação ocular. Além disso, o aumento das aglomerações em determinadas épocas facilita a transmissão da doença.

Nos últimos anos, diversos municípios brasileiros registraram surtos de conjuntivite. Na cidade de São Paulo, por exemplo, foram notificados 71 surtos e 180 casos em 2024, segundo levantamento da Secretaria Municipal da Saúde. Em 2025, esse número subiu para 102 surtos e 250 casos. Estados como Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro também registraram aumento nas ocorrências.

Cuidados importantes

Medidas simples de higiene ajudam a reduzir o risco de transmissão. Evitar coçar os olhos, lavar as mãos com frequência e higienizar corretamente objetos de uso pessoal –como toalhas, travesseiros, lentes de contato e maquiagens — são cuidados importantes para conter a disseminação.

Crianças têm maior probabilidade de desenvolver conjuntivite viral ou bacteriana. “Esses germes se espalham facilmente em superfícies infectadas e mãos não lavadas, especialmente em áreas de contato próximo, como escolas e creches”, afirma a oftalmologista Claudia Faria, do Einstein Hospital Israelita.

Acontece que outras condições médicas possivelmente mais graves podem provocar o chamado “olho vermelho”, como glaucoma, uveíte (inflamação da camada vascular do olho), ceratite (inflamação da córnea), toxicidade ocular e infecções intraoculares. Daí a importância de uma avaliação médica, que permite identificar a causa do problema e orientar o tratamento mais adequado.

“Os pacientes devem ser advertidos a não se automedicarem, uma vez que o uso incorreto e indiscriminado de medicações oculares, como esteroides e antibióticos, pode levar a efeitos colaterais deletérios e, em alguns casos, graves”, alerta a oftalmologista Maria Auxiliadora Monteiro Frazão, presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

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